a) Consuma o mínimo de sacolas plásticas, copos plásticos, embalagens em geral e qualquer outro recurso que deveria ser produzido de acordo com seus parâmetros utilitários. Dê preferência a recursos produzidos com vidro, papelão, porcelana e outras matérias-primas duráveis. Simplesmente não faz sentido algum uma embalagem, por exemplo, durar centenas de vezes mais que seu conteúdo. Não incentive este consumo, logo, sua produção.
b) Separe o lixo de modo mais organizado possível. Distribua em recipientes separados resíduos orgânicos, eletrônicos (como pilhas e baterias), metais, plásticos, vidros e assim por diante. Se não há uma coleta seletiva onde você se encontra, una-se com outros para isto acontecer. Pesquise sobre soluções na internet, use a criatividade. Compartilhe suas ideias.
c) Não limpe objetos com água potável. Milhões de seus parentes humanos não tem o que beber, apesar de já termos capacidade técnica para dar água limpa para todos. Não haja como um monstro colocando fora o recurso mais precioso para a vida. Obviamente, isto refere-se à higienização de recursos com funções prioritariamente utilitárias (como automóveis). Neste estado de calamidade em que nossa espécie se encontra, é uma aberração valorizarmos a estética de tais recursos. De fato, os carros, da forma como ainda são projetados, nem ao menos deveriam existir. Não valorize tais aberrações. Os encare como o que, de fato, são: utilitários. A higienização é uma função de proteger a saúde dos indivíduos. Se for o caso de limpar objetos, dê preferência a água reutilizada ou métodos à seco.
d) Procure por alternativas limpas e renováveis para a geração de energia. Você pode organizar compras coletivas em seu bairro, prédio, comunidade, seja o que for. Aproveite as compras coletivas pela internet. Faça um favor à sua espécie e use este mesmo sistema monetário para comprar algo realmente relevante. O uso do petróleo e outras fontes nocivas devem cessar o quanto antes. Dê preferência à energia eólica, solar e suas mais variadas versões. Informe-se e compartilhe!
e) Não desperdice energia sob hipótese alguma. Enquanto o mundo inteiro não for alimentado por fontes renováveis e limpas, é nosso dever economizar o que temos. Cada watt gerado por petróleo e outros venenos é uma facada no organismo Terra.
f) Não misture os resíduos do óleo de cozinha com água, ou qualquer outra coisa. Separe-o e dê um fim relevante. Você pode ajudar seus parentes que se encontram no estado de pobreza com esta atitude. Alguns vivem desta reciclagem. Se não for o caso, informe-se sobre o que fazer e compartilhe o que aprendeu.
g) Faça o reaproveitamento da água. Embora praticamente todas as casas e prédios do mundo todo não tenham tal sistema embutido, nós podemos fazer algumas pequenas adaptações agora mesmo, ainda que não sejam 100% eficientes. A chuva e os encanamentos a partir de ralos são fontes potenciais para o reaproveitamento.
h) Renove os resíduos orgânicos. Mesmo que você possa não ter interesse por jardinagem, agricultura ou qualquer atividade similar, facilmente pode-se preencher um vaso com terra e largar o adubo que você gera. Procure por soluções específicas para este caso e compartilhe com seus vizinhos.
i) Procure instalar sistemas de descargas d’água com quantidades diferentes de volume em vasos sanitários. Para resíduos líquidos, por exemplo, é um absurdo consumir uma dezena de litro d’água.
j) Consuma o mínimo de papel. Dê preferência a versões digitais, não imprima desenfreadamente, solicite por menos (ou nenhuma) entrega de cartas e outros materiais impressos à sua moradia. Não pegue mais panfletos de propaganda na rua, como forma de diminuir o incentivo de suas disseminações.
k) Procure valorizar seu corpo, a sua integridade física. Na medida das suas possibilidades, trate-o bem. Alimente-se mais equilibradamente, procure eliminar junk food de sua dieta. A última coisa que uma família quer é ver seus parentes doentes. Faça exercícios físicos regularmente, mesmo que levemente.
l) Se for possível, dê carona. Sim, nós ainda vivemos sob as degradantes regras da economia monetária e valores sociais de competição e indiferença. Isto resulta em carros com mais lugares do que geralmente usamos e uma sensação de desconfiança sobre todos. Mas, se você tem como fazer isto, dê carona. Preencha os assentos. Use sua criatividade, é possível dividir custos com os outros, por exemplo.
m) Muito próximo ao último, priorize os meios de transporte coletivos e/ou não emissores de poluentes. Ou seja, se sua rotina possui um trajeto constante, procure usar ônibus. Se as condições em que você se encontra permitem, use bicicleta ou outros meios.
n) E, o mais importante de todos, seja criativo e invente outras atitudes. Olhe para seu redor e procure maneiras diferentes de fazer alguma coisa relevante para melhorar um pouco nossa casa. Incentive os outros a esta mesma atitude. Sempre compartilhe o que você tentou, mesmo que não tenha dado muito certo.
AVISO IMPORTANTE 1
Jamais confunda estas atitudes com ações sustentáveis. Mesmo que o mundo inteiro as pratique, nós ainda seremos uma nação insustentável. Não incentive a ignorância, honre o conhecimento relevante. Se possível, informe todos sobre a distorção ao chamar tais atitudes menos agressivas como "sustentáveis". Com muita frequência vemos estas aberrações em propagandas de grandes empresas. E também encontramos websites pessoais e matérias em revistas com este mesmo equívoco.
Trata-se de diminuir um pouco a agressão à nossa única casa. Sustentabilidade é um dos parâmetros possíveis somente no estado de civilização. Faça um favor à sua espécie e não incentive a esta ignorância e distorção. Esclarecimento, esta é a palavra-chave.
AVISO IMPORTANTE 2
Já existem vários serviços no comércio de caráter menos agressivo. Um deles, por exemplo, é a lavagem a seco. Use-os à vontade, mas com um detalhe: ignore sistematicamente tais serviços oferecidos por empresas multinacionais ou outras de grande porte. É completamente insensato valorizarmos campanhas "sustentáveis" de uma gigante mundial de refrigerantes, se suas ações diretamente poluem as águas do mundo. Embora sejamos todos nós os culpados pela destruição, quando encaramos a humanidade como uma só, ações de empresas de portes astronômicos funcionam como potencializadores de ações destrutivas. Quem ganha bilhões de dólares por ano vendendo água engarrafada, não tem incentivo algum para limpar rios e mares e torná-lo abundante a todos. Portanto, valorize os pequenos, ou faça você mesmo. A linha de pensamento destas atitudes é aliviar a agressão à nossa casa. É inútil aliviarmos em uma "ponta" e piorarmos em outra.
Cada um de nós é uma célula social no gigantesco organismo humanidade. Ajudar aqueles em sofrimento gravíssimo é aliviar as dores mais imediatas de nosso sofrimento social. Estas são pessoas que se encontram nas situações mais extremas da escassez de recursos: a pobreza e a marginalização. São indivíduos da sua família humana que se alimentam do lixo, morrem por doenças completamente controláveis, não tem acesso algum à higiene, não tem um teto em condições mínimas de sobrevivência, etc. De toda nossa família, estes são os que mais urgentemente precisam de atenção constante. Como James Gilligan (livro Violence) afirmou, parafraseando Gandhi, a pobreza é a forma mais mortal de violência.
a) Obviamente, temos que doar comida, água, agasalhos, ajudar a construir moradias e muito mais. São ajudas que muitos já estão fazendo. Trata-se de ampliar esta atitude. Não olhe mais para os ultra necessitados como “outros” ou “melhor eles do que você”, faça o que você pode!
b) Em um segundo momento, se possível, ajude a educação relevante ser disseminada entre estes. Há inúmeros programas de assistência que podem ser ampliados, de modo a alfabetizar e dar outras ferramentas para estes nossos parentes. O sentimento de vergonha que muitos sentem precisa ser superado pelo afeto e atenção que temos para dar.
c) E, se você julga que tem dinheiro em excesso, use-o diretamente para comprar recursos relevantes para estes parentes em sofrimento gravíssimo ou para os programas que os amparam. Ajude! É evidente que o conceito de “ter dinheiro em excesso” é subjetivo. Para isso, podemos pensar no seguinte: se você é um pai ou uma mãe com dois filhos, você daria jóias e uma roupa nova por dia para uma das crianças enquanto deixa a outra morando debaixo de pontes, brigando por restos de comida com ratos e baratas? Enquanto ainda pensarmos nos humanos como “outros” justificaremos nossa indiferença. Isto é o maior ato de violência que existe.
As atitudes são resultados do modo de pensarmos sobre o mundo e sobre nós mesmos. Como Gandhi uma vez disse: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. Portanto, uma enorme transformação precisa partir do âmago mais íntimo de cada um de nós. São nossas ações pró-vida, de caráter de cooperação, que inspiram os outros.
a) Portanto, nunca mais reclame sobre nada. A vida de todos, nos mais variados níveis, é uma porcaria, pois estamos todos socialmente doentes. Reclamar do modo como nossas condições se encontram simplesmente não ajuda em nada a resolvê-las. Nossas ações devem ser sempre direcionadas para soluções. Neste primeiro grande momento, nos esforçamos para realizar soluções paliativas. No estado de civilização, muitos sintomas desta doença desaparecerão ou diminuirão a quase zero. Desemprego, violência, escassez em geral, abuso de poder, políticas dominadoras e tudo o mais, são apenas sintomas de nosso problema. Não gaste seu precioso e curto tempo de vida reclamando deles, foque na causa. Somos todos culpados, portanto somos todos capazes de resolver, juntos.
b) Sendo assim, não culpe ninguém por nada que aconteça, somos todos vítimas de nossa própria realidade voltada para a escassez, indiferença e competição. Nós criamos nossos assassinos, estupradores, ladrões, corruptos, chatos, dominadores. Se não perdêssemos o tempo inteiro de nossas vidas reclamando do que não gostamos, já seria um conhecimento comum de que as atitudes agressivas não são nada além de indivíduos com medo de viver, cobertos pela vergonha própria, pela ausência de amor-próprio. Eles nunca receberam o afeto e o cuidado de que precisam. Que todos nós precisamos.
De forma alguma isto é uma insinuação a sermos complacentes com atos de violência, pois a proteção é igualmente necessária para todos. Casos extremos pedem por medidas extremas. Mas isso não significa punição, de forma alguma. Pois, se não culpamos, não punimos. Nós ajudamos todos a se recuperarem, é para isso que serve a terapia social que estamos aqui fazendo. É o mesmo que acontece em nossos corpos individuais, não culpamos e punimos o câncer, nós lidamos com ele de modo a encontrar o melhor tratamento para a cura.
c) Esta postura não se aplica somente a casos extremos, é um modo de vida. Não culpe nem puna as pessoas por acidentes, mau humores e qualquer atitude constrangedora. É hora de sermos maduros como espécie e entendermos sistematicamente como nutrimos e sustentamos a qualidade de vida de todos. Portanto, casos de atropelamentos, xingamentos, atitudes desagradáveis de funcionários de qualquer tipo, membros de seu seio familiar, pessoas com neuroses pseudoreligiosas, enfim, seja o que for, não devolva a agressão com mais agressão. Isto gera um ciclo vicioso. Todos estamos doentes, inclusive você. A diferença é que todos sofremos nos mais variados níveis. Ajude os outros com o que você puder.
d) Ainda diretamente a estes itens: não humilhe ninguém. Se estamos amadurecendo como espécie, temos que ter bem claro de que as atitudes desagradáveis dos outros são respostas sintomáticas de constantes ataques sociais (sejam verbais, com olhares, atitudes físicas, o que for) que fazemos uns aos outros. Portanto, não ajude mais a alimentar este círculo vicioso. Não ridicularize ninguém por suas roupas, modo de caminhar, jeito de falar, maneira de se comportar, ornamentos que prefere, desejos sexuais, e tudo mais. A singularidade de cada um deve ser promovida, nunca reprimida. Entenda que esta estúpida padronização é resultado de 200 mil anos de escassez técnica que já não mais deveria acontecer. Passamos todo o tempo de nossa espécie desconfiados uns dos outros nesta guerra social sem fim. Com isto, criamos códigos, formais e informais, sobre conduta de comportamento. Eram formas de seguranças para garantir relações com os então inimigos.
Portanto, não exija qualquer forma de padronização no modo de ser de qualquer um. Se alguém gosta de chinelo e bermuda, por exemplo, não o obrigue a usar terno e gravata. Se alguém gosta de usar brincos, não menospreze. Incentive cada um a explorar a sua subjetividade. Quanto mais pessoas assumindo esta postura, mais alívio sustentamos no modo de ser de cada um. Esta é uma das atitudes mais primordiais para mantermos a união de nossa espécie.
e) Não se dirija mais às pessoas por nada além de seus nomes. Ou seja, não classifique mais ninguém por país, etnia, cor da pele, cor do cabelo, prazer sexual, aparência, seja o que for. Até mesmo os gêneros homem e mulher são violências padronizadoras. Trata-se de cada um ser o que deseja ser. Classificar é limitar. Limitar é reprimir. E repressão é violência. Temos que superar a realidade de escassez técnica, indiferença e competitividade social. Estes atributos padronizadores e classificatórios são características da burocracia. Esta ferramenta social é completamente obsoleta. De fato, a noção de países, com o tempo, deixará de significar qualquer sentido prático. O mundo é um só. A nação é humana. É claro, se faz exceções quando os próprios indivíduos assim deixam claro suas preferências.
f) Supere a fantasia bárbara de “isto é meu”. Ou seja, não trate os recursos como “coisas dos outros, coisas suas”. Embora, no curto prazo, o senso de propriedade ainda existirá, não tenha qualquer desleixo por nada. Trata-se dos recursos da sua casa! Mesmo que a maior parte de nossa família ainda não perceba que está doente, portanto não reconhece que o senso de propriedade é obsoleto e contraproducente, isto não faz com que deixe de ser assim. Ou seja, não interessa o que a maioria pensa, ninguém é dono de nenhum recurso. É como se pode ver naquela história de Jacque Fresco: no passado todo mundo acreditava que a Terra era plana, mas isso não fazia ela deixar de ser redonda.
Quando você estiver utilizando os recursos “dos outros”, você está usando os recursos da humanidade. Portanto, economize! Não ponha fora a água só porque é seu vizinho que irá pagar a conta, por exemplo. Embora ainda tenhamos a estúpida economia monetária em funcionamento, podemos incentivar tais mudanças de atitude.
g) Ainda que só superaremos a obsolescência utilitária no momento três do processo de transição, já podemos agora mesmo amadurecermos e não mais darmos valor à obsolescência psicológica. Portanto, chega de comprar o novo pelo novo. E, já que não estamos mais ridicularizando ninguém, aqueles que usam coisas “velhas” podem sentir-se bem com esta decisão.
Muitos rituais sociais nos obrigam a comprar coisas novas. Isto é também uma forma de obsolescência psicológica a ser superada. Quando entendemos de economia e política e estamos cientes do estado atual, podemos encarar como uma ofensa à capacidade criativa humana todas as porcarias de recursos que ainda produzimos, pois são todos deficientes. É momento de valorizarmos como um sinal de vergonha e humilhação presentear alguém com qualquer produto destes. Seja em aniversários, batismos ou celebrações de qualquer tipo.
Presentear com tais recursos deficientes, quando entendemos a nossa realidade, podemos ler o seguinte: “estou lhe presenteando com um produto que simboliza a negligência de nossa espécie sobre si e sua única casa. Este presente não irá durar muito tempo, embora já pudéssemos ser infinitamente mais eficientes. E, se você ganhou isto, é porque outros não têm. Veja como não damos a mínima para nossa família. Eu digo que gosto de você, mas é à custa de tudo o mais. Portanto, em longo prazo eu te odeio”.
Sejamos muito sinceros, em quase todos os casos que presenteamos alguém, seja o motivo que for, aquilo que é dado não é necessário. Portanto, a menos que seja um caso de real necessidade, use este dinheiro para ajudar aqueles que realmente não tem nada. São pessoas que possivelmente estarão mortas quando você acabar de ler este parágrafo. Temos que cessar este comportamento imbecil. Se é para comemorar alguma realização dos outros, abrace, beije, converse e compartilhe os momentos. Valorize as pessoas, não os objetos! A vida humana e a união de nossa espécie precisam ser celebradas todos os dias. Chega de usarmos o consumo justificado pelo consumo. Isto é uma vergonha no estado que estamos. Temos que reconhecer que tudo o que produzimos é um símbolo de nossa política e economia obsoleta. Além do mais, podemos entupir pessoas com objetos, mas é somente a atenção genuína que mantém alguém plenamente saudável. Do contrário, os atuais milionários não teriam problemas com depressão e todos os pobres cometeriam suicídio coletivo.
h) Procure sempre valorizar sua mente e sua integridade humana. Tente manter a calma e se lembrar de que você não está sozinho. Estamos todos, progressivamente, reconhecendo nossa família. É um despertar de um profundo sono de ignorância de 200 mil anos. Embora nosso tempo seja curto, a velocidade com que realizaremos estas mudanças depende apenas de quão rápido despertarmos. Por isso lembre-se sempre de incentivar os outros. Reforçaremos este ato mais adiante.
i) Tente sempre se divertir, a vida deve ser um prazer constante, em cada momento. Compartilhe sorrisos, piadas, a educação relevante sobre nossa espécie e tudo o mais. Não procure por fontes de sofrimento, sejam quais forem, como brigas ou humilhações de qualquer tipo. Você, com o tempo, se torna um exemplo para os demais. E, com o nosso comprometimento, tendemos a escalas exponenciais.
j) Não estimule, nem faça parte de quaisquer hierarquias. É claro que, enquanto ainda usarmos dinheiro e valores de competição, teremos dominadores e dominados, chefes e subordinados, serviçais e clientes. Mas, quanto mais espalharmos a conscientização de nossas vidas humanas, mais podemos diminuir estas estruturas. Não temos como temer os outros quando reconhecemos que estamos todos na mesma situação. Na medida do possível, procure usar o método científico e deixe que os fatos dialoguem entre si. Redes sociais, blogs e fóruns na internet são bons lugares para livrar-se de hierarquias. As comunidades, que surgirão mais intensamente no momento dois, são o equivalente destas organizações de cooperação no mundo físico.
É importante esclarecer: por conhecimento relevante, entendemos todas as ferramentas que ajudam os indivíduos a compreender seu mundo e resolverem seus problemas. Trata-se, portanto, de ampliar a qualidade de vida. A ignorância é uma vergonha, precisa ser erradicada da face da Terra, pois pessoas alienadas têm vidas vazias, quando consideramos o potencial que nos aguarda nas gavetas dos cartórios. Temos que honrar nossa criatividade e inteligência, temos que estudar e compartilhar o que aprendemos. O método científico precisa ser desmistificado e disseminado. Todos precisamos saber sobre o que nos faz ser humano, como nos relacionamos, o que é a economia e política, como dependemos dos processos da natureza e muito mais.
Procure conhecer os conteúdos relevantes sugeridos neste site. Procure assistir também aos vídeos sugeridos. E, se você tem sugestões, compartilhe-as.
a) Envolva-se ativamente em ajudar todos. De fato, envolva-se com qualquer ONG ou a prática de atividades para ajudar qualquer necessitado. Ou seja, vale tudo o que você puder imaginar. Há as opções mais óbvias, como incentivar pessoas a educarem-se sobre a condição de nossa espécie, participar de campanhas para coletar roupas e comida, fazer estudos sobre o impacto de determinado recurso no meio-ambiente, etc.
Mas, seja o que for, uma coisa nunca, mas nunca podemos esquecer: estamos apenas lidando com os sintomas. Nós realmente temos que aliviar a dor imediata de nossa espécie e diminuir o mais rapidamente à agressão à nossa casa. Mas, em médio prazo, isto está muito longe de ser o suficiente. Para isso, o próximo passo é primordial.
b) Envolva-se ativamente com o Movimento Zeitgeist. Este movimento social funciona como uma ação integradora mundial. Trata-se de, progressivamente, reunirmos nossos esforços em um só ambiente, seja virtual ou físico. Nós precisamos unir nossa espécie e reforçar o sentimento de pertença, pois ninguém está só. As organizações centralizadas, que podemos fazer através deste movimento social, é uma forma de evitarmos desperdícios de recursos e perdas de tempo.
Por exemplo, se alguém deseja doar roupas a qualquer momento, não tem um único ponto centralizado e fixo com que possa contar. Se isto pode ser um fator complicador para quem deseja ajudar, torna-se pior ainda para quem precisa desta ajuda. Isto é o equivalente a termos os dedos espalhados ao longo de nossos corpos, ao invés de organizados juntos em cada mão. É com uma organização sistemática que ampliamos nossas ações.
Isto não é muito diferente do Wikipédia, a enciclopédia virtual que funciona através da colaboração voluntária. Seria insensato ter inúmeras versões deste website, pois aumentaria o risco de incoerências em seu conteúdo, além de um potencial desperdício em redundâncias que obviamente apareceriam. Além do mais, sua função seria quase nula, pois seria confuso utilizá-lo.
Do mesmo modo, progressivamente temos que centralizar nossas ações em um só ponto. É claro, por motivos geográficos, quando se trata de alguma ação no mundo físico, organizamos estrategicamente por regiões. É por isso que existe o Movimento Zeitgeist internacional, a organização Brasil, a regional do estado do Rio Grande do Sul e, por fim, atividades presenciais em Porto Alegre. Contudo, a união é uma constante onde quer que alguma atividade aconteça, a coesão é de um só organismo.
Portanto, façamos amplo uso desta ferramenta de função humana como espécie. Procure pelo capítulo regional de onde você se encontra no globo. Na ausência de um, assuma a responsabilidade de ser uma referência para os próximos. Procure unir todas as ONGs e ações voluntárias de qualquer tipo como uma única função.
c) Organize eventos em qualquer lugar apropriado. Seja em escolas, faculdades, empresas, prédios residenciais ou até mesmo na rua, organize encontros e incentive os outros a se interessarem pela espécie humana. Por exemplo, uma sala de escola ou faculdade pode incessantemente passar vídeos relevantes. A qualquer momento, alguém pode entrar, se sentar, conhecer e, depois, conversar com outros. O interesse deve ser desperto, pois quando falamos em humanidade, o interesse é de todos. É a nossa vida que precisa melhorar. Use sua criatividade, convide seus vizinhos, amigos, parentes, conhecidos, qualquer um.
d) Nunca mais vote em políticos. Não é o método da política subjetiva (como um sinônimo para pseudociência) que devemos valorizar, mas sim o método científico. Até que este primeiro momento esteja suficientemente fortalecido, não vote em políticos, seja quem for. Se encararmos isto como “mas talvez basta escolher as pessoas mais decentes” estaremos praticando o reducionismo, pois ignoraremos a relação interdependente entre os processos econômicos e os valores sociais praticados. Nosso esforço neste tratamento para a cura é holístico, corpo e mente devem ser tratados como um só. Não é um presidente ou governador que vai fazer a diferença se toda a população ainda se comporta como uma nação de bárbaros. Cada um de nós é que deve ser a diferença a vermos no mundo. Projetar nos outros nossas atitudes, sejam quais forem, é uma perda de tempo.
Quanto mais crescer a quantidade de não votos aos políticos, mais esta atitude chama a atenção geral do mundo. Portanto, é uma forma de divulgação em massa. Temos que levar nossa espécie a sério. Os políticos e economistas que nós continuamos a valorizar não sabem o que estão fazendo. Nós já temos um corpo técnico pronto para mudar nossa realidade para a civilização. Cada político eleito é mais um ato de vergonha à nossa capacidade de gerar e sustentar uma humana vida plenamente feliz.
e) Se você tem conhecimento ou habilidades técnicas, seja qual for, compartilhe com todos. Por exemplo, se você é médico, apesar de ainda estarmos usando dinheiro, procure ajudar qualquer um, na medida de suas possibilidades. Se você tem habilidades de carpintaria, ofereça ajuda construindo mesas para seus vizinhos. O mesmo vale se você tem habilidades de mecânica, química, física, engenharia, psicologia, arquitetura, eletrônica, enfim, tudo. Todos nós gostamos de praticar atividades, então aponte elas para a sociedade. Se possível, doe seu tempo ou os recursos produzidos. Se não for possível doar, venda por preços baixos (seja o que você entender por isto).
O ponto é que se você tem algum conhecimento técnico, é porque a humanidade lhe ensinou tudo o que havia de útil sobre o assunto. É hora de devolver para ela de forma produtiva. Você não é isolado do mundo, ajude-o a ser um lugar melhor agora mesmo. Progressivamente temos que parar de satisfazer apenas clientes, mas focarmos nas necessidades humanas! A sua família precisa da sua ajuda técnica.
f) E o mesmo vale se o seu caso se relacionar com habilidades artísticas. Poesia, música, escultura, pintura, dança, audiovisual, quadrinhos, teatro, literatura, qualquer coisa. Use seu potencial para emocionar e instigar pessoas a evoluírem seus valores pessoais. Veja, de nada adianta produzirmos filmes, livros, peças de teatro que continuam reforçando comportamentos agressivos. A arte é um ótimo meio para quebrarmos este ciclo vicioso, da violência sustentando violência. É hora de valorizarmos a emoção da vida, não mais a destruição e o medo.
De forma alguma condena-se obras de caráter negativo. Muito pelo contrário, elas podem ser usadas para refletirmos sobre o que temos agora. Contudo, o que é importante fazer é valorizarmos de vez a inteligência de nossa espécie. É como disse Ernst Fischer:
“Numa sociedade decadente, a arte, se for verdadeira, deve também refletir decadência. E, a menos que queira quebrar sua função social, a arte deve mostrar o mundo como mutável e ajudar a mudá-lo.”
Esta é a citação que está na abertura de Zeitgeist: Moving Forward. A arte pode, e deve, funcionar como uma janela para um mundo melhor. E precisa manter-se aberta para incentivar todos a passarem para este outro lado. A sugestão é que você leia os livros já listados (e outros, é claro), assista aos vídeos e aprenda sobre a humanidade e transforme isto em obras artísticas para incentivar todos. Por exemplo, você pode muito bem usar este texto como uma base para um teatro, uma poesia, seja o que for.
g) Se você é educador, de qualquer tipo, aprenda e ensine o conhecimento relevante. Instigue seus alunos com perguntas sobre a origem e função do dinheiro, sobre o comportamento humano, sobre como eles podem relacionar a política com a necessidade por recursos, ou como podemos ser tão colaborativos na internet, mas ainda não fazer o mesmo no mundo concreto, enfim, pergunte. Faça muito mais perguntas do que respostas. Exiba alguns vídeos sugeridos, incentive a leitura. Peça lições de casa que busquem soluções práticas para melhorar o mundo hoje mesmo e, em cooperação, ajude todos os alunos a pesquisarem como todas as sugestões podem ser concretizadas. Não os coloque em grupos antagônicos, isto é nada além de inútil e contraproducente.
Embora, neste primeiro momento, o sistema formal de educação esteja contra qualquer tentativa de educar a relevância, progressivamente podemos fazer a diferença. Com relativa facilidade um professor pode aproveitar alguma brecha na grade curricular para incentivar tais pesquisas. Use a criatividade. O que realmente importa é manter os indivíduos o mais longe possível da sombra da ignorância e alienação.
h) E mais uma vez, se você se sente com dinheiro em excesso, de qualquer forma que isto possa representar, use este poder de acesso para ajudar pessoas destes últimos três itens. Professores podem estar tentando criar um projeto fixo para educar crianças da escola com relevância sobre nossa espécie, mas a instituição não tem infra-estrutura. Você pode comprar um projetor, por exemplo, e doá-lo.
Lembre-se, na medida que valorizamos mais a satisfação das necessidades de relacionamentos interpessoais, percebemos com mais clareza o quanto vazio é substituir afeto por objetos. Procure todas as formas de superar este ciclo vicioso de distorcer amor por presentes físicos. Tenha sempre em mente de que nosso atual sistema econômico produz recursos intencionalmente deficientes. Portanto, tais presentes físicos são, na verdade, uma ofensa àquele presenteado.
Sem surpresa alguma, temos que ampliar ainda mais o espírito colaborativo que já é comum na internet. Temos que incentivar para crescer tanto que transborde para o mundo real. Se compartilharmos arquivos, fotos, textos, humor, vídeos, músicas, conhecimento, criamos em conjunto, e fazemos tudo isto pelo simples prazer de cooperar, podemos fazer o mesmo no mundo todo.
A lista que segue são apenas sugestões. Se algum site lhe agradar, mas sua área de abrangência não chega até onde você mora, não reclame. Vamos juntos procurar superar isto. Você pode procurar o Movimento Zeitgeist, por exemplo, e sugerir tal projeto. Temos sempre que lembrar disto: estamos tratando com nossa família, moramos na mesma casa. Reconhecer esta unicidade é o tratamento para a doença social que todos sofremos.
a) Conhecimento compartilhado
[wikipedia.org]
O Wikipédia praticamente dispensa apresentações, pois talvez seja o mais popular website de compartilhamento de conhecimento. Se você conhece algum assunto, pode contribuir inserindo informações ou mesmo revisar aquilo que já foi adicionado. Todas as línguas do mundo fluem entre si.
b) Serviços compartilhados
[zopa.com]
Quando paramos para entender o que muitas empresas oferecem, percebemos que praticamente tudo já poderia estar disponibilizado de forma automática ou gerida pelos próprios usuários. O Zopa é uma espécie de banco compartilhado em que qualquer um pode emprestar ou pegar dinheiro emprestado.
Pense, você, em como, no final das contas, é insensato vários serviços oferecidos por aí. Os bancos comerciais, por exemplo, cobram uma taxa de serviço por sua conta corrente. Para quê? É apenas um software que gerencia. Isto seria como pagar uma calculadora por cada resposta matemática. O sistema já está pronto e é facilmente reproduzível. Mesmo que houvesse a desculpa por pagar funcionários, este dinheiro poderia vir das taxas abusivas dos empréstimos.
E a segurança também não é mais uma justificativa, pois o dinheiro não vale absolutamente nada. Mesmo que fosse todo roubado por uma organização, os recursos do mundo ainda estariam nos mesmos lugares. Se gastássemos todo o dinheiro do mundo aplicado em segurança (como armas, militares, vigilâncias), para educar as pessoas sobre nossa própria espécie, em “um piscar de olhos” estaríamos no estado de civilização.
c) Arte compartilhada
[zeitgeistmediaproject.com]
Este website reúne trabalhos artísticos digitais com propósitos de estimular assuntos relacionados a entender o porquê das condições políticas e econômicas da espécie humana. Há boas opções para papéis de parede, música, quadros, poesia, e muito mais.
d) Recursos e técnicas compartilhadas
[ciclovivo.com.br] [terracycle.com.br] [otaodoconsumo.com.br] [instructables.com]
Compartilhe projetos, modelos, técnicas e todos os tipos de recursos. Desde robôs, programas ecológicos, ornamentos reciclados para a casa, brinquedos e uma infinidade de opções. Enfim, transforme seus hobbies e profissões em atividades compartilhadas.
e) Cuidados infantis compartilhados
[netmums.com]
Pais e mães não são, e nunca foram, os únicos responsáveis pela educação de seus filhos. Somos todos pais dos filhos de todos, pois a fluência dos valores sociais não reconhece qualquer barreira que possamos acreditar serem reais.
Este site ajuda a compartilhar este fato. Qualquer um pode entrar e procurar por informações em como melhor cuidar das crianças. Até mesmo encontros presenciais são feitos. Ninguém precisa da frieza e indiferença de serviços sociais remediativos quando pode contar com a integração daqueles que passam diretamente pela mesma situação.
f) Atividades esportivas compartilhadas
[myfootballclub.co.uk]
Este site é um exemplo do poder de compartilhamento aplicado ao esporte. Os torcedores são naturalmente os mais interessados pela equipe esportiva. Possivelmente você deve conhecer pessoas “amadoras” apaixonadas por determinados assuntos a ponto de conhecê-los mais profundamente do que muitos profissionais. É momento desta paixão ser compartilhada e virar uma prática direta no objeto querido.
Mais uma vez, quando percebemos o corpo administrativo com propósitos profundamente burocráticos, temos um grave desperdício de tempo, recursos e de vidas humanas. Se os torcedores gerenciam um time, qual o propósito de dezenas ou centenas de funcionários apenas para gerar papelada? O que realmente importa são os jogadores e treinadores, todo o resto é fundamentalmente dispensável, de fato, inútil.
Esta mesma linha de raciocínio pode ser aplicada a praticamente tudo. Talvez isto possa soar repetitivo, mas é importante pensar de modo diferente: jamais devemos usar desculpas como “mas é assim que as coisas são”. Escapismos como estes teriam abortado o uso do método científico desde sempre. O resultado é que ainda estaríamos no estado de selvageria, em que os indivíduos viviam, no máximo, até os 20 anos.
g) Aprendizado compartilhado
[schoolofeverything.com] [horsesmouth.co.uk]
O que é uma escola ou uma faculdade? Ora, o que realmente importa na educação? A interação entre indivíduos interessados em determinados assuntos é o verdadeiro processo de aprendizado. Não há tal coisa como “aquele que sabe e aquele apenas aprende”. Nós pesquisamos e descobrimos fatos. No momento que compartilhamos nosso trabalho, estamos ampliando aquilo que fizemos enquanto também revisamos nosso próprio raciocínio. No final, somos todos estudantes. Estes websites sugeridos promovem um caminho nesta direção.
h) Administração regional compartilhada
[participatorybudgeting.org.uk] [idealgovernment.com] [writetothem.com] [theyworkforyou.com] [mysociety.org] [theps.net]
Em Porto Alegre, assim como em outras regiões do planeta, algumas organizações governamentais fazem o uso de uma ferramenta chamada orçamento participativo. Fundamentalmente, trata-se de reuniões populares para votar em quais obras o dinheiro deve ser aplicado na cidade.
Esta versão arcaica pode muito bem, exatamente agora, ser substituída por uma participação integral de todos os cidadãos de determinada região. Através da internet, todos os processos de progresso técnico das obras, assim como o uso do dinheiro, podem ser acompanhado em tempo real. Não é muito diferente do que podemos ver em sites de entrega internacional, em que acompanhamos o deslocamento de nosso pedido através do mundo.
E, lembre-se, não podemos mais reclamar, temos que solucionar. Se a internet não é acessível a todos, nós fazemos isto acontecer. O mundo todo já possui cobertura para o acesso à rede mundial de computadores, basta apenas darmos mais um passo e disponibilizarmos este acesso a todos. Mais uma vez, lembre-se do dinheiro gasto com bobagens inúteis, como a segurança e a publicidade. E, não temos nem mesmo a desculpa de que, mesmo assim, alguns usuários poderiam não se sentir confortáveis para navegar. Para quem está acostumado com o mundo da informática, sabe muito bem o quão óbvio é fazer versões diferentes considerando as necessidades de linguagem de cada usuário.
Quando superamos a pergunta “nós temos o dinheiro?” para “nós temos os recursos?”, percebemos que quase qualquer coisa que possamos imaginar já poderia estar acontecendo. Estes sites sugeridos podem ser bons exemplos a se desenvolver.
i) Turismo compartilhado
[couchsurfing.org]
É sempre um grande prazer descobrir pontos de vistas diferentes de pessoas que passaram a vida toda em outras regiões de nossa casa. Este website facilita o compartilhamento daqueles que desejam receber convidados de todo o mundo e aqueles que viajam para outros lugares. Sem dúvidas, esta é uma das formas mais gratificantes de sentir na pele a emoção de pertencer à família humana. Toda a Terra é nosso lar. Embora ainda a maioria de nossa família não assuma que se encontra doente, portanto, que ainda acredita que existam divisões (como países e cidades) sites como este ajudam a superar estes valores deficientes.
j) Acessibilidade compartilhada
[neighborgoods.net] [trocandolivros.com.br]
Você tem uma máquina de cortar grama? Quantas vezes você a usa? Uma vez ao mês? Seus vizinhos também têm grama para cortar? Então qual o sentido do desperdício em que cada um tenha uma máquina sem uso a maior parte do tempo?
Propriedade é inútil quando temos potencial econômico para a abundância. Ninguém regula a quantidade de oxigênio respirado, porque há mais disponível do que precisamos consumir. Podemos tomar a mesma atitude com inúmeros recursos exatamente agora. Olhe para sua casa e repara como ela é fundamentalmente um depósito de recursos que você guarda para um dia vir a utilizar. Talvez nem mesmo use mais determinados recursos. Portanto, compartilhe acessibilidade. Você não nega emprestar objetos para seus pais, não há valores sociais que o impeça de emprestar para a sua família humana inteira.
Talvez isto possa ser redundante neste momento, mas dada a profundidade da ignorância em que afundamos cada um de nós, é importante reforçar: entenda que o modo como a vida humana se encontra é apenas um conjunto sistêmico de sintomas. Tome consciência disto e não dê mais atenção a estes desvios. Foque sua atenção no tratamento para a cura de nossa espécie que, neste primeiro grande momento, é a mudança de valores sociais juntamente com o compartilhamento de uma educação relevante generalista.
Em termos práticos, ignore sistematicamente anúncios publicitários, propagandas, panfletos e as mais inúmeras atividades comerciais. É momento de dar um basta neste escapismo. Além do mais, estudos já provaram que longas exposições a comerciais podem criar falsas memórias de experiência. Isto é um processo de lavagem cerebral que leva a nada além do consumo pelo consumo. A economia monetária tem de parar de crescer. Não sustente este câncer que mata dezenas de milhares de membros de nossa espécie pela necessidade de escassez, ineficiência e insustentabilidade. Procure os meios alternativos que acabamos de ver para a satisfação de suas necessidades com recursos de ordem tangível (como objetos). Una-se à sua família!
Mas não é somente em relação à publicidade que esta atitude precisa ser tomada. Ignore os noticiários, seja pela televisão, rádio, jornal impresso, revistas, websites, ou qualquer outro meio. Perceba o que está sendo propagado: apenas tragédia e entretenimento alienante. Isto são sintomas de nossa doença social. Valorizar estas aberrações é totalmente irrelevante, apenas nos mantém alienados do nosso verdadeiro estado tecnocientífico que já deveria, há décadas, estar sendo aplicado em todo o mundo.
Dar esta atenção é uma perda de tempo que poderia ser comparada da seguinte maneira: imagine você sofrendo uma doença gravíssima. Obviamente, há inúmeros sintomas se manifestando. Isto é o seu corpo avisando que precisa da sua atenção para chegar à cura. Um indivíduo que, a cada 15 minutos aparece para lhe avisar que você está com dor e coberto de feridas é completamente inútil. Esta pessoa está redondamente reafirmando as manifestações de sua situação grave. Relevante seria usar este tempo para lhe ajudar a encontrar um modo a superar seu estado de sofrimento.
Portanto, noticiários sobre assassinatos, corrupções, greves, atropelamentos, roubos e qualquer outra tragédia, apenas o mantém alienado, de fato, estúpido e vazio. Olhamos para estas notícias e perguntamos “ok, e daí? Em que isso ajuda a eliminar a reincidência usando nosso conhecimento técnico?”. Ora, em absolutamente nada. Sim, nosso mundo humano passa por estas situações, mas elas são apenas consequências de nossos valores obsoletos! Vemos pessoas desesperadas rezando por ajudas externas, mas não há praticamente nada daquilo que sofremos que já não poderia estar resolvido ou em processo de solução, seja o que for. Mas isso não pode acontecer enquanto literalmente desperdiçarmos nosso curto tempo de vida apenas reclamando dos sintomas. Pense na quantidade de dinheiro movimentado todos os anos com noticiários e publicidade. Junte com o que gastamos com segurança e podemos comprar educação para todos.
As ações dos atuais políticos e economistas são também aberrações sintomáticas que devem ser ignoradas. Se uma decisão de um político é respeitada, é porque cada um de nós acredita que aquele indivíduo tem algum poder de decisão. Neste momento nós já conhecemos a força do método científico. Quando se trata de assuntos técnicos, a natureza não dá a mínima para o que possamos pensar. É ela quem manda, não a política subjetiva (valores de dominação e “achismos” pseudocientíficos) e a economia monetária. Não dê mais ouvidos a este mar de bobagens tautológicas. Nós não precisamos de mais dinheiro, mais empregos, mais crescimento econômico, mais segurança, mais propriedade, mais leis, mais prisões, mais guerras, e qualquer outro recurso deficiente e contrário à nossa saúde. Precisamos é de mais compartilhamento, mais valores sociais de cooperação, mais educação relevante generalista e coerente, mais aplicação do método científico, mais acesso à internet, pleno uso das tecnologias de ponta e o pleno uso da economia baseada em recursos para fundir a nação humana com a natureza.
Perceba a vergonha que é manter-se alienado. Estamos no século vinte e um, não no século doze (ou qualquer outro). Não há mais razões para lidar com os sintomas apenas, é hora de solucionar na causa da doença. O tempo que perdemos consumindo nossa atenção com estas bobagens, ou mesmo apenas reclamando, poderíamos estar lendo e assistindo vídeos relevantes, e compartilhando o sentimento de espécie humana entre nós.
Websites como Zeitnews e Inovação Tecnológica diariamente apresentam novidades que já poderiam estar em aplicação ou que estão em desenvolvimento. E o acesso a eles é grátis. E quando paramos para perceber que estas novidades são infinitamente mais avançadas do que as tecnologias em uso comercial, nos perguntamos o que é aquilo que já poderíamos estar praticando agora mesmo. Os últimos modelos comerciais de computador, celular, carros, prédios e qualquer outra coisa, até mesmo comida e roupas, não são o melhor que podemos fazer, muito longe disso.
a) Não deixe ninguém sentir-se sozinho. É o sentimento de pertença a uma enorme família que faz nosso dia-a-dia mais estimulante. Não deixe ninguém para trás. Portanto, incentive pessoas aleatórias a questionarem sob nossa espécie. A ignorância dos outros é uma parte da sua vida ameaçada em não vivermos plenamente a felicidade e saúde que poderíamos já ter alcançado. Pessoas paradas, aguardando o ônibus, vivendo vidas vazias de significado, sofrendo das falhas técnicas de nossa humanidade, sem nunca entender nada relevante, são sintomas de uma assombração que deve ser encarada como uma vergonha. Há um gigantesco mundo de conhecimento e estímulo eterno, não deixe seus parentes caírem em loopings de vácuo completo. Olhe para pessoas usando ônibus todos os dias, olhando para o nada, escutando sempre os mesmos programas no rádio sobre violência e desgraças. Perceba o quanto vazio é a vida de cada um, passando seis, oito, dez horas por dia em empregos completamente irrelevantes, em que os frutos do trabalho apenas aumentam a competição social que, invariavelmente, caem sob a vida de cada um de nós.
Você morre por dentro ao não ajudar cada um a entender nossa própria vida como indivíduo, associada à espécie, interdependente à natureza. A ignorância generalizada nos mantém uma nação de mortos-vivos, incapazes de amor-próprio, frios por não compartilhar uma presença singular num organismo social que realmente se importa com cada um.
Sendo assim, procure instigar a todos. Use a arte, a lógica, perguntas, seja o que for. O interesse pela humanidade é um interesse de todos, pois não há vida humana que não seja tocada por isto. Apenas como exemplo, você pode usar camisetas com mensagens como:
Você sabe como dinheiro é criado? Você sabe por que os produtos valem o que valem? Você sabe qual nosso atual estado tecnológico? Você sabe como a sociedade funciona? Você sabe o que realmente é sustentabilidade? Você sabe como funciona até mesmo seu corpo?
O que relevante você sabe? Ou você é apenas um consumidor?
Com o tempo, quanto mais pessoas conscientes do que faz sermos humanos e espécie, mais segurança nossos atos podem ganhar. Ao ver pessoas discutindo nas ruas, em prédios, em empresas, seja onde for, por assuntos como dinheiro, terrenos, recursos, você pode intervir e ajudar cada um a entender que a situação que passam é um sofrimento sintomático de nossa doença social. Ninguém sofre problemas exclusivos. O que afeta você é o mesmo a qualquer um. E as soluções, uma graça da natureza, descobertas pelo método científico, são igualmente um bem comum da humanidade para a humanidade.
Apesar de, ainda neste estágio, não termos abundância, eficiência e sustentabilidade para apoiar uma vida dinamicamente plena a todos, muitos valores sociais já podem emergir. Quando percebemos que nossa realidade social é o resultado da soma da política e economia, e de que cada indivíduo é um ponto para esta soma, uma boa parte desta dor encontra um alívio e um motivo para seguirmos em frente.
b) A disseminação deste processo de conscientização global deve ser o mais rápido possível, obviamente. Pois não temos tempo disponível a perder. A popularidade deste “assunto”, se é que podemos classificá-lo com uma palavra tão simples assim, deve ser tão imensa quanto o mundo em si. De fato, o entendimento sobre nossa humanidade deve ser mais conhecida e constante do que a soma da popularidade de conceitos como a Nike, o McDonald’s, a Coca-Cola, os EUA, Jesus Cristo, a tragédia de 11 de setembro de 2001, o personagem Papai Noel, a festa do natal, ano-novo e a celebração da copa do mundo de futebol.
Com certa frequência escutamos afirmações como “as crianças são verdadeiros anjinhos”, especialmente quando se referem a bebês recém-nascidos. E também, em situações de tragédias, classificamos estes pequenos humanos como “inocentes”. Muitas vezes escutamos justificativas para atos violentos de crianças como “elas não sabem o que estão fazendo, isto é culpa da educação dada pelos pais”.
Pois bem, sendo assim, se crianças são “anjos”, adultos podem ser chamados de “demônios”. Pois tudo o que uma criança vem a descobrir sobre o mundo parte do que os adultos as ensinam. Além do mais, em qual preciso momento uma criança “inocente” transforma-se em um adulto “culpado”? Se usarmos a desculpa de que crianças comportam-se de maneiras inconsequentes porque não sabem o que estão fazendo, nos perguntamos: e quando é que algum adulto sabe o que está fazendo!?
É claro que um adulto suficientemente saudável é capaz de perceber a consequência direta de seus atos. Mas quando entendemos a teoria do generalismo, percebemos que todos ainda compartilhamos uma perspectiva reducionista, pouco importa se o indivíduo é analfabeto ou um doutor em física. Enxergar somente em termos dualistas de ação e consequência nos mantém profundamente alienados. Quando entendemos o modo como tudo se relaciona, este moralismo perde qualquer relevância. Cooperação é uma ordem da natureza, e ela não dá a mínima para qualquer código de ética.
Enquanto ainda ensinarmos nossas crianças de que “aquilo é seu e aquilo é o do outro”, mantemos uma postura de violência e suicídio gradual. Neste momento isto já deve ficar claro: é uma ofensa aos funcionamentos da natureza. É uma ofensa à vida. Não existe tal coisa como propriedade. No lugar desta aberração, temos que ensinar nossos filhos sobre acessibilidade.
Então outra coisa precisa também ficar clara: ninguém educa crianças sozinho. Pouco importa se for o caso de pais solteiros ou grandes famílias, toda a humanidade influência os valores, métodos e comportamento de seus indivíduos. Isto é o que chamamos de política (muito além da mera prática de políticos). Enquanto ainda estivermos sob os moldes gerais da barbárie, diminua ao máximo as influências deturpadoras que as crianças sofrem da instituição social universal. Pois de nada adianta os pais educarem suas crianças se as mantêm alienadas na frente da televisão, por exemplo.
“Programas infantis” não são, e nunca foram, adequados para crianças, em sua maioria. Desenhos animados propagam valores de violência, indiferença e a constante reclamação, sem nunca considerar nada real, construtivo, solucionador de problemas, muito menos a ordem natural de cooperação. Estudos já descobriram que a violência é irrelevante para chamar a atenção de crianças em desenhos animados, por exemplo. Mas, mesmo assim, as ensinamos de que o mundo é um lugar perigoso, que ninguém é digno de confiança. Juntos devemos procurar por alternativas para programações mais adequadas para crianças.
O ponto é que elas não têm capacidade cognitiva o suficiente para entender entre uma competição lúdica (como a do esporte) e valores de agressão como realidade. Desenhos animados (e outros programas) são sessões de violência ininterrupta que representam um mundo de puro terror. Entre uma sessão e outra, há intervalos comerciais intensos, que mostram as últimas novidades “para seus pais comprarem logo. É legal ser melhor que os outros”. Demora muitos anos para que crianças consigam distinguir entre os programas em si e os anúncios publicitários.
Pais, que passam o dia todo saqueando a Terra e violentando a humanidade (o que chamamos de emprego), chegam em suas moradias cansados demais para se importar com as crianças. Elas, por sua vez, não têm nada além da companhia da violência e o incentivo ao consumo pelo consumo. E o ciclo se fecha quando o emprego dos pais se justifica para sustentar os “sonhos e desejos” dos “anjinhos inocentes”. Isto tem que acabar.
As crianças se veem obrigadas a manter esta substituição do afeto pelos brinquedos, pois todos à volta fazem o mesmo. Os pares, como podemos chamar, são indivíduos muito próximos que sustentam este jogo sem fim. Ou seja, são crianças reforçando os valores pessoais das outras. Não há pai ou mãe nenhum que possa “vencer” esta influência sozinho.
Por isso, progressivamente, os novos valores sociais de cooperação precisam ser muito bem reforçados entre as crianças desde os primórdios. Entre as várias atitudes que os adultos podem tomar, diminuir a valorização dos objetos, acima das relações humanas, é uma das mais importantes. Crianças, por exemplo, não precisam de tantos brinquedos quanto os anúncios publicitários nos fazem acreditar. De fato, a imaginação basta. Se ainda for o caso de dar brinquedos, valorize a reciclagem. Está nos valores obsoletos e aberrantes dos adultos de que isto poderia ser uma ofensa, ou que são brinquedos velhos e sem valor. Abraçar, entreter, brincar, ensinar, beijar e conversar com crianças são os recursos mais saudáveis que podemos dar. Não devemos mais substituir a falta de amor por objetos produzidos intencionalmente com ineficiência.
Todo nosso comprometimento em fazer este mundo um lugar melhor para todos viverem é inútil se mantermos nossas crianças estúpidas, como temos feito com êxito até hoje.
a) Encha a internet com tudo o que vimos aqui. Ou instigue com assuntos que levem a este caminho. Uso seu tempo, suas habilidades, sua criatividade para ajudar os outros a não se sentirem sós. Use seus blogs, seus perfis em redes sociais, comente em sites dos outros, faça tudo o que for necessário para que ninguém deixe de saber que estamos todos vivos, juntos e interdependentes neste planeta.
b) Instigue campanhas dos mais variados temas para incentivar a mudarmos nossos valores. Faça ações sociais na internet e no mundo concreto. Pendure faixas com mensagens de afeto a todos, como “você não está sozinho”, “conte comigo, sou da sua família”, “não compre, abrace”, “não apenas duvide. Estude e aprenda”, “você é belo e único, valorize sua vida”, etc.
Se você trabalha no comércio, reconheça que o dinheiro é gerado por débito e que seu uso implica em mais pobreza e sofrimento. Coloque avisos nos preços como “desculpe por usar dinheiro”, desperte a curiosidade nos outros. Se você já realiza campanhas de ações “sustentáveis”, vá mais afundo e esclareça sobre o estado de nossa atual economia monetária. Distribua brindes, como DVDs com alguns dos vídeos sugeridos ou livros.
As ruas devem estar impregnadas de mensagens e significados relevantes, não mais de marcas e anúncios publicitários alienantes. Tenha vergonha da ignorância. Não aceite e fique quieto. É sua família enganando-se, é sua casa sendo saqueada.
c) Não comemore mais as atrocidades históricas. “Heróis” e vitórias de guerra, por mais vergonhoso que seja, no passado faziam sentido. Entendido isto, podemos superar esta violência pela cooperação mútua global. Portanto esqueça proclamações de independência, bandeiras e outras anomalias “nacionalistas”, como o patriotismo. Nós temos que celebrar a união da espécie e nossa interdependência como indivíduos. Não há tal coisa como independência, de forma alguma. Invente bandeiras para representar o mundo e as pendure por todos os lugares, perceba a aberração que são os símbolos de países.
Datas comemorativas, como natal e dias das mães são irrelevantes. Que tipo de sociedade é essa que sustenta datas específicas para comemorar coisas importantes como o surgimento da vida? Todos os dias devem ser dias de orgulho por estarmos vivos. Por motivos monetários, nós distorcemos cada vez mais todos os símbolos que um dia já puderam ter algum significado real. É momento de amadurecermos. Abraços e sorrisos valem muito mais do que qualquer recurso produzido com ineficiência. Lembre-se que estamos em um estado de emergência global. Temos que priorizar as necessidades sociais tangíveis mais imediatas, portanto não compre mais recursos inúteis para quem já tem muitos, dizendo que ama tal indivíduo, quando mais da metade de sua família morre de fome e frio. Cuide de todos.
Datas comemorativas são ótimos momentos para incentivarmos campanhas como “passe um natal sem compras”, “no dia das mães, demonstre seu amor por ela, não pelo comércio”, ou, para o dia das crianças, “seus filhos amam você, não os brinquedos de plástico”. Enfim, basta usarmos a criatividade e a maturidade. E há ainda campanhas de caráter permanente, como as já praticadas “abraços grátis”.
d) Apesar de óbvio, é importante esclarecer: jamais use qualquer forma de violência, seja física ou verbal. Embora seja perfeitamente compreensível momentos de cansaço e desespero, tente focar a angústia em algo construtivo. Projete sua frustração na arte, por exemplo. Quem sabe, em outro momento você não desenvolve esse trabalho para algo mais integrador e outros poderão aprender com você.
Temos sempre de lembrar que estamos todos doentes, sem exceções. A diferença é que cada célula social reage de modo diferente, nas mais variadas intensidades. Somos todos sintomas de nossa vida social precária. Alguns representam sintomas mais agressivos, como o fanatismo pseudoreligioso, a violência física, bullying, cetiscimo sem lógica, projeções e humilhações, neuroses e muito mais. No momento que entendemos e internalizamos isto, passamos a praticar uma atitude de compreensão global com muito mais naturalidade. Não culpe ninguém, não humilhe, não brigue. São apenas pessoas da sua família sofrendo mais intensamente que alguns. É seu papel ajudá-los. Estude, compartilhe e os auxilie a superar os valores deprimentes que os incomodam. Ajude-os a encontrar o amor próprio e eles passarão a amá-lo incondicionalmente, assim como você fez.
Este grupo de sugestões, para este primeiro momento, são atitudes muito construtivas que ainda não podem ser realizadas por uma maioria. Contudo, com o desenvolvimento de nosso comprometimento, tais atos se tornarão cada vez mais fáceis e comuns. Portanto, se você se encontra em uma situação neste momento que o permita certas opções, faça o seguinte:
a) Demita-se de empregos com propósitos diretamente inúteis, socialmente irrelevantes e contraproducentes. Alguns exemplos de empresas assim são os bancos, escolas de investimento, qualquer tipo de serviços de segurança, órgãos públicos com funções apenas burocráticas, escritórios de advocacia ou serviços associados à “justiça social”, as forças armadas, os jornais, emissoras de televisão, rádio, revistas (com exceção, é claro, daquelas mídias dedicadas às soluções, não à alienação) e uma infinidade.
Se você tem esta oportunidade, aproveite seu tempo para aprender sobre sua vida e de sua espécie. Ajude os outros neste entendimento. Faça seu tempo de vida ser realmente relevante.
b) Não faça cursos pseudocientíficos, tautológicos e alienantes, como administração de empresas, direito, “ciências” políticas, economia, contabilidade, marketing, publicidade e propaganda, qualquer um relacionado ao dinheiro e investimentos, armas de fogo, violência direta ou indireta contra quaisquer seres vivos.
Vale sempre a pena reforçar isto: é da plena aplicação do método científico que resolvemos nossos problemas humanos. Muito do que é aprendido nos cursos citados têm propósito apenas remediativo nestas intrínsecas falhas de nossa atual realidade social sustentada pela economia monetária e política subjetiva. Atacar pessoas (seja com socos, desemprego ou processos judiciais) é simplesmente inútil para tornarmos este mundo um lugar melhor para vivermos.
Portanto, se você tem a opção de não fazer tais cursos, não faça. Aproveite seu tempo para aprender algo realmente construtivo. Dê preferência às técnicas, como psicologia, medicina, física, pedagogia, engenharia, arquitetura, e muito mais. Ou, se for de seu gosto, faça arte. Seja o que for, ajude sua espécie, não destrua ela.
c) Não peça mais empréstimos a bancos comerciais de qualquer espécie, não utilize qualquer forma de crédito, retire seu dinheiro dos bancos, enfim, pare de alimentar a circulação monetária. São os recursos que temos que valorizar, não mais o acesso restrito a eles. Isto, com o tempo, como veremos mais em breve, será uma prática mais constante. É desta forma que a tríplice fundamental poderá encontrar a força inicial para sua concretização.
d) Dê preferência, quando tiver que comprar algo, aos produtores e comerciantes pequenos e/ou locais. A internet é uma ferramenta que elimina qualquer barreira física de distância, caso isto possa ser uma dificuldade sua. Não alimente mais as maiores ferramentas de ampliação da destruição em massa: as grandes empresas. Os pequenos profissionais tendem a ter impactos em nossa casa consideravelmente ínfimos, quando comparados às grandes indústrias. Além do mais, estes pequenos profissionais geralmente estão sob constante ameaça de falência monetária, muito diferente dos milionários acionistas que ganham milhões de vezes mais do que 80% dos humanos em todo o mundo.
Lembre-se, a tendência é que, quanto maior a renda monetária de um indivíduo, maior a sua falta de empatia para com sua família humana e saúde de seu único lar. Continuar apoiando as grandes indústrias é continuar o incentivo a esta completa falta de responsabilidade. Isto não significa, de modo algum, que tais indústrias (como recurso) sejam inúteis. Isso ficará mais claro no momento três.
Todas estas sugestões de ação imediata devem estar constantemente em prática por todos nós. Não há qualquer chance de estarmos vivos nos próximos tempos se não mudarmos nossos valores e incentivarmos os outros a esta autodescoberta o quanto antes. Quanto mais cientes de nós, como indivíduos, mais cientes estamos como espécie. Pois entender a si é entender tudo o mais, já que ninguém é isolado.
Todo este primeiro grande momento é o início do surgimento dos três parâmetros necessários, começando pela abundância. Quanto mais ciência tivermos sobre os processos econômicos e seu atual foco na ineficiência, mais percebermos como os recursos à nossa volta não são produzidos para a satisfação de ninguém. E, quanto menos consumirmos, mais nos sobra para ajudarmos aqueles que necessitam em nível de sobrevivência: nossos parentes no estado de subhumanidade. Ou seja, mesmo que nossos recursos sejam inerentemente obsoletos, ainda são úteis para garantir a sobrevivência dos mais necessitados. Roupas, moradias, higiene, medicamentos e alimentação são alguns exemplos. A doação, juntamente com uma disseminação de educação relevante, progressivamente diminui a importância dada pelo dinheiro.
Todo este grande processo deve acontecer o mais rapidamente possível. E deve contar com o comprometimento de absolutamente todos nós. O único ato sugerido que não pode ser imediatamente aplicado por todos é o onze, pela rara posição de algum grau de escolhas. Para os demais, não há qualquer desculpa em não colocá-los em ação.
Mas, independente disto, praticar as atitudes sugeridas, e muitas outras que podemos criar, é o suficiente para que a próxima etapa se concretize. Embora não veremos aqui os detalhes seguintes, a chegada deste próximo estágio é, talvez, o medidor de sucesso neste processo de transição para a civilização.
É o surgimento da massa crítica. Fundamentalmente é uma quantidade enorme de indivíduos que já reconheceram sua interdependência com toda a espécie. Alcançar este ponto é o principal objetivo agora. No momento dois, a sensação de pertencer à família humana é tão constante que o sentimento de solidão torna-se uma mera lembrança do passado.
É composto dos seguintes atos:
Ato 12) As comunidades
Ato 13) Reformas monetárias
Ato 14) Preços cada vez mais baixos
Ato 15) Demissão como sinal de progresso
Política é o nome que damos ao conjunto de valores sociais, comportamento, atitudes, métodos empregados em problemas, projeções sobre o mundo, etc. Atualmente praticamos a política subjetiva. A ascenção do método científico na solução de problemas sociais torna o amor incondicional ainda mais concreto do que no momento anterior.
É composto dos seguintes atos:
Ato 16) Conhecimento relevante sistematizado
Ato 17) Informação disseminada, superação da alienação
Ato 18) Desinteresse pelo reducionismo
Ato 19) Equipes de assistência integral
Ato 20) Mudança da postura de autoridades
Ato 21) Política global, o mundo é um só
Ato 22) Estado de emergência global
Ato 23) Declaração da herança comum
O mundo quase todo unido não apenas reconhece, mas pratica a herança comum dos recursos para a satisfação da espécie. Indiferença, solidão, ignorância, competição social são alguns termos que não significam nada em termos práticos.
É composto dos seguintes atos:
Ato 24) Comunidades funcionais
Ato 25) A extinção do dinheiro
Ato 26) Foco na eficiência
Ato 27) O adeus à obsolescência planejada
Ato 28) A ascensão da sustentabilidade
Este texto foi adaptado do livro "Sua Vida é uma Porcaria. E a Culpa é Minha", de Juliano Moreira.
Sem eventos para os próximos 7 dias.
| Acre | 22 | |
| Alagoas | 59 | |
| Amapá | 10 | |
| Amazonas | 49 | |
| Bahia | 279 | |
| Ceará | 145 | |
| Distrito Federal | 284 | |
| Espírito Santo | 145 | |
| Goiás | 189 | |
| Maranhão | 23 | |
| Mato Grosso | 66 | |
| Mato Grosso do Sul | 45 | |
| Minas Gerais | 626 | |
| Pará | 53 | |
| Paraíba | 51 | |
| Paraná | 533 | |
| Pernambuco | 190 | |
| Piauí | 31 | |
| Rio de Janeiro | 841 | |
| Rio Grande do Norte | 92 | |
| Rio Grande do Sul | 838 | |
| Rondônia | 27 | |
| Roraima | 6 | |
| Santa Catarina | 424 | |
| São Paulo | 2239 | |
| Sergipe | 38 | |
| Tocantins | 23 | |
| Fora do Brasil | 4 | |
| - | ||
| Total | 7332 |
Copyleft ©2010-2011 Movimento Zeitgeist Brasil.